Integrantes do grupo Hamas com refém libertada para Israel nesta quinta-feira. (Foto Reprodução TV)


O grupo terrorista Hamas entregou, nesta quinta-feira (30), mais oito reféns, incluindo três israelenses e cinco tailandeses, como parte do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza em vigor desde 19 de janeiro.


Os três israelenses que sairam do cativeiro no enclave palestino são a civil Arbel Yehud, 29 anos, a militar Agam Berger, 20, e o idoso Gadi Moses, 80.


O gabinete do premiê Benjamin Netanyahu exigia que Yehud estivesse na segunda leva de reféns libertadas em 25 de janeiro, o que não aconteceu, fazendo o governo acusar o Hamas de violar o acordo e ameaçar não permitir o retorno de palestinos para suas casas no norte de Gaza.

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A civil estava em poder do grupo fundamentalista Jihad Islâmica, que divulgou um vídeo para comprovar que ela estava viva. Diante disso, Israel aceitou permitir a volta dos deslocados para a parte setentrional do enclave na última segunda-feira (27).


Já Berger é uma das cinco militares sequestradas pelo Hamas no posto de observação de Nahal Oz, na fronteira com Gaza, nos atentados de 7 de outubro de 2023. As outras quatro – Karina Ariev, Daniella Gilboa, Naama Levy e Liri Albag – foram soltas em 25 de janeiro.


Foram elas que informaram o alto escalão das Forças Armadas sobre movimentos suspeitos no enclave palestino, prenunciando uma possível ação do Hamas. O relato delas, no entanto, não foi considerado pelos superiores.


Além dos três israelenses, o grupo islâmico libertou nesta quinta cinco agricultores tailandeses sequestrados no kibutz Nir Oz. Em troca dos reféns, o país judeu vai soltar mais de 100 prisioneiros palestinos de suas prisões.


Já a quarta libertação no âmbito do cessar-fogo está prevista para sábado (1º) e incluirá três homens israelenses vivos, cujos nomes devem ser confirmados no dia anterior.


Anteriormente, o Hamas soltou sete reféns israelenses desde 19 de janeiro, enquanto Israel libertou 290 prisioneiros palestinos. A primeira fase do cessar-fogo deve durar 42 dias, com a devolução de 33 reféns – dos quais oito estariam mortos – em troca de 1,9 mil prisioneiros.
A expectativa é de que no 16º dia da trégua os dois lados comecem a negociar as próximas etapas do acordo, que contemplariam a soltura dos reféns vivos remanescentes em Gaza e a retirada das tropas de Israel.

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