
A Justiça dos Estados Unidos já começou a receber os primeiros processos propostos por imigrantes que vivem no país para impedir qualquer tipo de ameaça à sua deportação com base em decretos e a primeira lei aprovada pelo Congresso norte-americana, informam as agências internacionais.
O presidente Donald Trump prometeu em campanha expandir as deportações aceleradas de imigrantes e remover milhões de pessoas que estão no país ilegalmente.
As pessoas que enfrentam deportações rápidas não têm acesso a um advogado e não podem apresentar provas contra sua remoção dos EUA, de acordo com uma queixa do Make the Road New York, grupo de defesa dos imigrantes.
Segundo a agência Reuters, a ação diz que a política conhecida como “remoção acelerada” viola o direito constitucional ao devido processo legal, a lei de imigração e a lei administrativa.
O grupo que ingressou na justiça pediu a um juiz federal do Distrito de Colúmbia que restringisse a remoção acelerada às condições aplicadas pelo governo Biden, que só permitia que as pessoas detidas dentro de 14 dias após entrarem no país e dentro de 160 km da fronteira estivessem sujeitas ao procedimento.
Na terça-feira (21), o Departamento de Segurança Interna expandiu o uso da remoção acelerada para qualquer pessoa que tenha entrado no país ilegalmente, não tenha status legal e não tenha conseguido provar que estava nos EUA há pelo menos dois anos.
Entre os estrangeiros que vivem nos EUA com risco de deportação encontram-se brasileiros que migraram para aquele país de forma irregular e vivem há anos sem documentação. Estima-se que 1,9 milhão de brasileiros, entre legais e ilegais, estão vivendo nos Estados Unidos.




