Israel confirma morte de chefe militar do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza — Reprodução


As Forças Armadas de Israel anunciaram neste sábado (16) a morte de Izz al-Din al-Haddad, chefe da ala militar do Hamas na Faixa de Gaza, durante um ataque aéreo realizado na Cidade de Gaza na sexta-feira (15). Segundo o governo israelense, a operação foi conduzida de forma “precisa” e teve como alvo um prédio residencial onde o comandante estaria escondido.

O Hamas confirmou a morte de Haddad em comunicado divulgado horas depois. De acordo com o grupo, ele morreu ao lado da esposa e da filha de 19 anos. O movimento classificou o líder como uma das principais figuras do comando militar em Gaza.

Considerado um dos integrantes mais influentes do Hamas, Haddad havia assumido o comando militar do grupo no território palestino após a morte de Mohammad Sinwar, em maio de 2025. Israel o acusa de participação direta na organização dos ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra em Gaza.

Continua depois da publicidade

Em nota conjunta, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa afirmaram que Haddad foi responsável por “assassinatos, sequestros e ataques contra milhares de civis e soldados israelenses”. Conhecido pelo codinome “Fantasma”, o comandante já havia sobrevivido a diversas tentativas de assassinato, segundo fontes ligadas ao Hamas.

O funeral de Haddad, da esposa e da filha foi realizado neste sábado na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, no centro da Faixa de Gaza.

Apesar do cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, Israel mantém operações militares no território palestino. Segundo autoridades locais de saúde, ao menos sete palestinos morreram em ataques israelenses realizados na sexta-feira, entre eles três mulheres e uma criança.

Neste sábado, novos bombardeios deixaram pelo menos três mortos. Dois homens morreram após um ataque atingir um veículo próximo ao Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, enquanto outra vítima foi registrada em Jabalia, no norte do enclave palestino.

Dados divulgados por autoridades de Gaza apontam que cerca de 850 palestinos morreram em ações militares israelenses desde o início da trégua. O número inclui civis e combatentes, sem distinção oficial. Do lado israelense, quatro soldados foram mortos no mesmo período.

As negociações indiretas entre Israel e Hamas seguem sem avanço. O principal impasse envolve o plano pós-guerra para Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca encerrar o conflito iniciado há mais de dois anos.