A chancelaria israelense informou nesta quinta-feira (2) que os integrantes da Flotilha Global Sumud, interceptada por forças navais de Israel enquanto se dirigia à Faixa de Gaza, estão seguros e em boas condições de saúde.
Entre os passageiros estão ao menos 11 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora Mariana Conti (PSOL-SP).
A flotilha, composta por cerca de 40 embarcações, partiu da Europa com o objetivo de entregar ajuda humanitária ao território palestino, sob bloqueio israelense desde 2007.
A bordo estavam ativistas de diversas nacionalidades, entre eles a sueca Greta Thunberg, conhecida por sua atuação ambiental, e o brasileiro Thiago Ávila, militante por justiça climática e direitos humanos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, os passageiros foram levados ao porto de Ashdod, onde passaram por exames médicos e procedimentos migratórios. A pasta afirmou que todos serão deportados para a Europa nas próximas horas.
A ação gerou reações internacionais. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, classificou a interceptação como uma “violação do direito internacional”. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, acompanha o caso e solicitou garantias sobre a integridade física dos cidadãos nacionais.
Organizadores da flotilha negam qualquer vínculo com o grupo Hamas, acusado por Israel de envolvimento com a iniciativa. Em nota, os ativistas afirmaram que a operação israelense foi um “ataque ilegal contra civis desarmados que buscavam promover a paz e a solidariedade”.
A Flotilha Global Sumud é uma ação internacional que reúne organizações da sociedade civil, parlamentares e defensores dos direitos humanos com o objetivo de denunciar o bloqueio à Faixa de Gaza e promover o envio de suprimentos médicos e alimentos à população palestina.


