Emanuele Galeppini - Reprodução


A primeira vítima do incêndio que matou cerca de 40 pessoas na estação de esqui Crans-Montana, na Suíça, foi identificada nesta sexta-feira (2). Trata-se de Emanuele Galeppini, jovem golfista italiano de 16 anos. A confirmação foi feita pela Federação Italiana de Golfe, que descreveu o atleta como “apaixonado” e lamentou sua morte.

Poucas horas depois, o governo suíço decretou cinco dias de luto oficial em todo o país. O presidente Guy Parmelin classificou o episódio como “um dos mais traumáticos da história da Suíça” e prestou homenagem às “vidas jovens que foram perdidas e interrompidas”.

O incêndio ocorreu na madrugada do Ano-Novo, por volta de 1h30 (horário local), no bar Le Constellation, onde dezenas de pessoas celebravam a chegada de 2026. Segundo autoridades do cantão de Valais, houve um “flashover” — fenômeno em que todas as superfícies de um ambiente atingem simultaneamente a temperatura de ignição, provocando explosões e rápida propagação das chamas.

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Incêndio destrói o bar na Suíça, matando 40 e ferindo 225.(Reprodução: Redes Sociais)

A tragédia deixou ao menos 115 feridos, a maioria em estado grave. Hospitais da região ficaram superlotados, e pacientes foram transferidos para Lausanne, Zurique, Genebra e até Stuttgart, na Alemanha.

Entre as vítimas, há grande número de estrangeiros. O embaixador da Itália na Suíça informou que 13 italianos estão hospitalizados e seis permanecem desaparecidos. O governo francês disse que oito cidadãos não foram localizados e outros nove estão entre os feridos.

A investigação sobre a causa do incêndio continua. Testemunhas relataram que uma vela de faíscas teria iniciado o fogo, mas a procuradora-geral do cantão, Béatrice Pilloud, afirmou que não pode confirmar essa hipótese.

Crans-Montana, destino turístico sofisticado e palco de eventos da Copa do Mundo de Esqui, tem cerca de 10 mil habitantes e recebe um milhão de visitantes por ano.