O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes e o local em que foi assassinado. (Reprodução)


A Justiça de São Paulo mandou soltar cinco dos 12 indiciados por suspeita de envolvimento na morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu em 15 de setembro, em uma emboscada na Praia Grande, litoral paulista.

Os cinco beneficiados pelo alvará de soltura foram liberados sob a condição de serem monitorados por tornozeleira eletrônica e de responderem ao processo em liberdade. A decisão judicial substitui a prisão preventiva que havia sido solicitada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), impondo apenas medidas cautelares.

Até o momento, três dos cinco suspeitos já foram soltos. A situação dos outros dois ainda não foi confirmada.

Continua depois da publicidade

Investigação

As outras sete pessoas acusadas no caso continuam em prisão preventiva, indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e organização criminosa, conforme o relatório da primeira fase das investigações.

A Polícia Civil, por meio do DHPP, sustenta que há “não há dúvidas” sobre o envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) no planejamento e na execução do assassinato de Ruy Ferraz.

A motivação e os mandantes do crime são alvos de outros inquéritos em andamento.

O relatório final da primeira etapa da investigação, que indiciou 12 pessoas pela participação na morte do ex-delegado-geral — atingido por tiros de fuzil —, foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo na última quinta-feira (13). O DHPP também havia solicitado a permanência de todos os indiciados na prisão, seja por conversão de prisão temporária em preventiva, seja pela manutenção das preventivas já decretadas.