O presidente do PSD, Gilberto Kassab, consolidou o avanço sobre bases ligadas ao bolsonarismo ao filiar o governador de Rondônia, Marcos Rocha. Esta é a segunda perda do União Brasil para a legenda em menos de uma semana — na última quarta-feira, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também migrou para o partido.
As movimentações alteram o cenário das alianças para a sucessão presidencial e impactam diretamente a articulação de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto, além de acender o alerta no PT de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a disputa pelas cadeiras do Senado.
Impacto nas eleições presidenciais
Embora Rocha e Caiado tenham histórico de alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, ambos se comprometeram a apoiar o candidato que o PSD lançar no primeiro turno. Atualmente, a sigla trabalha com três nomes:
- Ratinho Júnior: Governador do Paraná (visto como o favorito internamente).
- Ronaldo Caiado: Governador de Goiás.
- Eduardo Leite: Governador do Rio Grande do Sul.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Kassab afirmou que a chegada de Rocha dá “dimensão ao partido em Rondônia e na região Norte”. O governador, por sua vez, justificou a mudança classificando o PSD como um “partido sério” e citou a convivência com os demais governadores da sigla como fator de fortalecimento político.
Cenário em Rondônia e o Senado
Marcos Rocha foi eleito em 2018 pelo PSL e reeleito em 2022 pelo União Brasil. O estado é considerado estratégico por ter um eleitorado de direita consolidado, o que pode garantir um palanque robusto para o presidenciável do PSD na região.
Além da corrida presidencial, a movimentação preocupa o governo federal. O PT avalia que as articulações da direita para o Senado podem resultar em uma bancada opositora ainda maior que a atual, dificultando a governabilidade em um eventual segundo mandato de Lula ou na reta final da atual gestão.
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