O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou pela primeira vez, nesta quinta-feira (5/2), sobre a reunião que manteve com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O encontro ocorreu em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, e contou também com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Segundo Lula, Vorcaro relatou que estaria sofrendo perseguição. O chefe do Executivo afirmou que respondeu de forma categórica:
“Ele, então, me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubá-lo e tal. O que eu disse para ele: não há posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, declarou o presidente em entrevista ao portal UOL, nesta quinta-feira (5/2).
O presidente reforçou que não há interferência política no caso e que qualquer decisão sobre o banco será tomada com base em critérios técnicos do Banco Central.
Em entrevistas anteriores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia relatado o teor da conversa entre Lula e Vorcaro. Haddad destacou que o presidente sempre orientou sua equipe a agir com independência:
“Olha, a decisão sobre você é do Banco Central, técnica. Uma decisão técnica vai ser tomada. Se bem, bem; se mal, mal”, teria dito Lula, segundo testemunhas da reunião.
Haddad também defendeu o presidente por ter recebido o empresário, afirmando que, à época, havia apenas rumores sobre problemas no Banco Master, sem indícios concretos de fraude. Para o ministro, a investigação só ganhou robustez no início de 2025, quando o Banco Central constatou irregularidades e o Ministério Público passou a atuar no caso.



