O aumento dos preços, especialmente dos alimentos, e o peso do endividamento das famílias são os principais fatores que explicam a piora na percepção da economia e, consequentemente, a queda na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
O levantamento mostra que 72% dos entrevistados afirmaram ter notado alta nos preços da comida no último mês, contra 59% em março.
Para metade dos brasileiros (50%), a economia piorou nos últimos 12 meses. Apenas 21% disseram que houve melhora, enquanto 27% não perceberam mudanças.
Além da inflação dos alimentos, o endividamento das famílias também pesa na avaliação. De acordo com Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest, esse fator é o principal motor da deterioração do cenário econômico percebido pela população. Ele destacou que 72% dos entrevistados afirmaram ter poucas ou muitas dívidas a pagar, número que era de 65% em março do ano passado.
Essas percepções refletem diretamente na avaliação do governo Lula. A aprovação caiu de 47% em janeiro para 43% em abril. A desaprovação permanece em 52%, praticamente estável em relação ao levantamento anterior, de março, quando o índice era de 51%.
A pesquisa também testou cenários eleitorais. Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. Os resultados indicam empate técnico: Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente. Brancos e nulos somam 16%, e 2% estão indecisos.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.




