Na abertura da reunião ministerial realizada nesta segunda-feira, na Granja do Torto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o preço dos alimentos está caro e que o governo tem a obrigação de enfrentar o problema.
“Todo ministro sabe que o alimento está caro, e é uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue na mesa do povo trabalhador, da dona de casa, do povo brasileiro, em condições compatíveis com o salário que ele ganha”, declarou.
“Nós só temos um objetivo daqui para frente, que é lutar, construir e acolher, porque o povo brasileiro está esperando muito de nós. E nós temos agora um tema muito importante. Se a gente trabalhou a união e reconstrução, agora a gente vai ter que trabalhar outra coisa importante: a união, reconstrução e comida barata na mesa do trabalhador, porque as comidas estão caras”, afirmou o presidente na abertura da reunião.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação no Brasil ao longo do ano de 2024 foi de 4,83%, taxa esta que ficou acima da meta de 3% e do limite máximo permitido de 4,5%.
O presidente reconheceu que ainda não entregou tudo o que prometeu em 2022. Ele orientou os ministros a não falharem mais e a se concentrar nas entregas concretas até dezembro de 2025, destacando que a oposição já está em campanha para 2026.
Lula também focou na necessidade de se adaptar à nova realidade econômica, com uma população mais empreendedora. Ele pediu aos ministros que atendam melhor esse segmento, citando a regulamentação dos motoristas de aplicativo como exemplo.
Em relação aos partidos aliados, Lula enfatizou que 2025 será crucial para avaliar o apoio deles nas eleições de 2026. Também expressou apoio ao governo de Donald Trump nos EUA e destacou que o Brasil busca manter boas relações internacionais, com foco na paz, assim também para Venezuela, China, Índia e Rússia.




