O presidente Lula com Janja durante a entrevista para programa evangélico. (Foto: Ag. Gov)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja Lula da Silva receberam, na manhã da última terça-feira (16/8), a equipe do “Papo de Crente” no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

Foi a primeira vez, no terceiro mandato de Lula, que ele se comunicou diretamente com a comunidade evangélica em uma entrevista exclusiva, marcando um encontro entre o governo e o público evangélico, do qual ele sofre forte resistência devido à aproximação das igrejas com o bolsonarismo nos últimos anos. Apesar de sua declaração contrária ao uso político da religião, nas outras vezes em que disputou a eleição presidencial, Lula fez campanha ao lado de líderes evangélicos e nas igrejas.

Durante a entrevista, de uma hora de duração, divulgada somente nesta sexta-feira (19), Lula e Janja compartilharam suas visões sobre políticas públicas que impactam a vida dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis.

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O presidente falou sobre iniciativas como o programa Gás do Povo, explicando que a proposta prevê o financiamento para que quase 17 milhões de famílias inscritas no CadÚnico recebam o gás gratuitamente. Ele também ressaltou a importância das políticas públicas no combate à fome, afirmando que conhece de perto a realidade das periferias e que sua candidatura à Presidência sempre teve como compromisso de fé ajudar o povo mais pobre do Brasil.

Em relação às igrejas evangélicas, Lula disse:

“Eu não tenho o hábito de fazer política tentando dividir a sociedade por religião. Eu tento, sabe, juntar todo o povo brasileiro, respeitando todas as religiões, e conversar com as pessoas sobre política públicas que o Estado brasileiro tem que fazer.”
Lula ainda ressaltou sua postura de respeito à fé evangélica:

“Eu não acho que a gente deve utilizar a religião eleitoralmente. A religião é o espaço-momento de você professar a sua fé, de você colocar para fora aquilo que você pensa do ponto de vista espiritual, de você conversar com Deus, de você dizer aquilo que é a verdade que está dentro de você. Então, eu não tento fazer disso política.”

A primeira-dama Janja, por sua vez, conversou sobre o trabalho de escuta com mulheres evangélicas em diversas regiões do Brasil:

“O que me motivou a iniciar essa jornada de escuta com mulheres evangélicas foi a necessidade de entender como as políticas públicas têm afetado a vida delas, principalmente as mulheres negras e das periferias.”