Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal está determinado a “mostrar a cara” de quem integra o crime organizado no país.
A declaração foi feita após operação da Polícia Federal que desarticulou um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, com suposta ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada na quinta-feira (28).
“A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste país”, disse Lula, ao comentar os desdobramentos da investigação. O presidente também criticou o envolvimento de fintechs em atividades ilícitas e anunciou que a Receita Federal intensificará a fiscalização sobre essas empresas.
Durante a entrevista, Lula também abordou o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo ele, o Brasil precisa avançar com o trâmite, embora reconheça que o rito legal é demorado.
“Não tenho pressa de fazer a reciprocidade contra os Estados Unidos. Mas temos que andar com o processo. Se seguir todas as exigências legais, vai demorar um ano”, afirmou.
O presidente ressaltou que não busca confronto com o governo norte-americano, mas sim diálogo. Ele disse estar disposto a negociar com autoridades dos EUA, inclusive durante a Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
“Se o Trump quiser conversar, ou qualquer pessoa do governo americano, nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia”, declarou.
A entrevista foi concedida após o desembarque de Lula no aeroporto da Pampulha. Em seguida, o presidente seguiu para Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde participou da inauguração de obras de infraestrutura e anunciou a expansão do metrô da capital mineira.


