A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens de investigados por um esquema de corrupção e crimes ambientais na mineração em Minas Gerais, mas conseguiu localizar apenas R$ 27 milhões.
A discrepância revela a complexidade das operações de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial utilizadas pela organização criminosa.
A investigação, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, é parte da Operação Rejeito, que apura fraudes em licenciamento ambiental e exploração ilegal de minério de ferro, inclusive em áreas protegidas como a Serra do Curral. Os projetos ilegais tinham potencial econômico estimado em R$ 18 bilhões.
Entre os presos estão empresários, políticos e servidores públicos. Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder do grupo, está preso preventivamente, assim como o ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages e o diretor operacional Helder Adriano de Freitas. As mineradoras Fleurs Global Mineração e Minerar Participações S/A tiveram as atividades suspensas.
Também foram presos o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o delegado da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da PF em Minas. Servidores de órgãos ambientais foram afastados por decisão judicial.
O inquérito foi remetido ao Supremo Tribunal Federal após a menção ao nome do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em documento apreendido. Ele nega envolvimento.
Os investigados respondem por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e usurpação de bens da União. O Ministério Público Federal deve apresentar denúncia nos próximos dias.





