O aumento no número de casos de dengue em São Paulo já ultrapassa os 100 mil registros no início deste ano. No entanto, o número crescente de óbitos relacionados à doença, com 29 mortes confirmadas e outras 138 em investigação, tem gerado grande preocupação.
Em entrevista realizada nesta sexta-feira (31), o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Rivaldo Venâncio, destacou que “o aumento no número de casos prováveis de dengue não surpreende tanto porque já sabíamos da circulação, desde o final do ano passado, do sorotipo 3. O que surpreende é o elevado número de óbitos suspeitos por dengue”, afirmou o secretário.
De acordo com Venâncio, as mortes por dengue estão diretamente ligadas à organização do sistema de saúde. Quando o atendimento médico é realizado de forma precoce, é possível evitar a evolução para quadros mais graves, que podem ser fatais. Além disso, a presença de condições clínicas pré-existentes pode agravar a doença, mas o diagnóstico rápido e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para evitar complicações.
Rivaldo Venâncio alertou que, em muitas regiões do Brasil, há uma subestimação dos sintomas da doença. “Quando essa pessoa fica muito grave, ela procura a unidade de saúde e, por vezes, o quadro clínico já é irreversível. Por isso o apelo para procurar rapidamente a unidade.”




