Equipes fazem combate a foco de mosquito da dengue em áreas de infestação de insceto © Paulo Pinto/Agência Brasil


O aumento no número de casos de dengue em São Paulo já ultrapassa os 100 mil registros no início deste ano. No entanto, o número crescente de óbitos relacionados à doença, com 29 mortes confirmadas e outras 138 em investigação, tem gerado grande preocupação.


Em entrevista realizada nesta sexta-feira (31), o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Rivaldo Venâncio, destacou que “o aumento no número de casos prováveis de dengue não surpreende tanto porque já sabíamos da circulação, desde o final do ano passado, do sorotipo 3. O que surpreende é o elevado número de óbitos suspeitos por dengue”, afirmou o secretário.


De acordo com Venâncio, as mortes por dengue estão diretamente ligadas à organização do sistema de saúde. Quando o atendimento médico é realizado de forma precoce, é possível evitar a evolução para quadros mais graves, que podem ser fatais. Além disso, a presença de condições clínicas pré-existentes pode agravar a doença, mas o diagnóstico rápido e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para evitar complicações.

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Rivaldo Venâncio alertou que, em muitas regiões do Brasil, há uma subestimação dos sintomas da doença. “Quando essa pessoa fica muito grave, ela procura a unidade de saúde e, por vezes, o quadro clínico já é irreversível. Por isso o apelo para procurar rapidamente a unidade.”

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