Estrago causado pelo míssil iraniano em Israel. (Reprodução: TV)


Um ataque de míssil lançado pelo Irã feriu ao menos 40 pessoas na cidade de Dimona, no sul de Israel, na noite deste sábado (21). O alvo foi a região que abriga o principal centro nuclear do país, o Centro de Pesquisas Nucleares do Negev. Segundo o Exército israelense, o projétil atingiu uma área residencial, deixando um menino de 10 anos em estado grave após ser atingido por estilhaços.

O regime iraniano, por meio da TV estatal, assumiu a autoria da ação e disse que o disparo foi uma “retaliação” a um bombardeio ocorrido também no sábado contra o complexo nuclear de Natanz, em território iraniano. Israel nega qualquer envolvimento no incidente.

De acordo com o serviço de emergência Magen David Adom, além da criança gravemente ferida, uma mulher foi atingida por fragmentos de vidro e outras 37 pessoas receberam atendimento médico por ferimentos leves.

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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que, até o momento, não há indícios de danos na estrutura nuclear de Dimona e que não foram detectados níveis anômalos de radiação na área. A agência afirma que segue monitorando a situação “de perto”.

O episódio levou a uma reação imediata do G7 e da União Europeia. Em nota conjunta, os ministros das Relações Exteriores exigiram a cessão “imediata e incondicional” das ofensivas iranianas. “Condenamos, nos termos mais enérgicos, os ataques irresponsáveis do regime contra civis e infraestruturas civis, incluindo instalações energéticas”, diz o comunicado, que cita ainda agressões recentes no Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Iraque.

Dimona é considerada estratégica para a segurança de Israel. O centro nuclear local foi inaugurado em 1958 e é a base do programa atômico do país. Embora a comunidade internacional trate como certa a posse de armas nucleares por Israel, o governo mantém política de ambiguidade estratégica, sem confirmar nem negar tal capacidade.

O presidente Donald Trump avalia opções para envio de forças terrestres ao Irã com o objetivo de assumir o controle de portos e reservas de urânio, o que tem inflamado o discurso de retaliação de Teerã.