A solicitação partiu da defesa, que busca comprovar a existência de uma hérnia inguinal bilateral e sustentar a necessidade de intervenção cirúrgica. O exame será realizado nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro está preso desde novembro, acusado de envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
A decisão do ministro atende integralmente ao pedido dos advogados, que sugeriram a realização do procedimento no próprio local de custódia, com equipamento portátil e sem necessidade de deslocamento. O exame, considerado não invasivo e de rápida execução, será conduzido por um médico indicado pela defesa, com o objetivo de gerar laudos imediatos que possam subsidiar a perícia médica já determinada pelo Supremo.
A defesa argumenta que os exames anteriores apresentados ao tribunal foram realizados há mais de três meses e, portanto, não refletem o estado clínico atual do ex-presidente. O novo exame busca atualizar os dados médicos e acelerar a conclusão da perícia oficial, sem alterar o fluxo processual estabelecido. Os advogados atribuem caráter de urgência ao pedido, citando episódios recentes de dores intensas na região inguinal, agravadas por crises de soluço que elevam a pressão abdominal.
Segundo relatório médico anexado à petição, Bolsonaro tem apresentado sintomas como falta de ar e episódios de síncope, o que, segundo os profissionais, configura risco de descompensação súbita. A recomendação médica é de cirurgia sob anestesia geral, diante da persistência dos sintomas e da piora do quadro clínico.
A decisão de Moraes reforça o entendimento de que o acompanhamento médico de pessoas sob custódia deve ser garantido com celeridade e responsabilidade, especialmente quando há alegações de agravamento de saúde. O exame será realizado nos próximos dias, e os resultados deverão ser encaminhados à Polícia Federal para análise pericial.




