O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse estar dialogando com o Congresso Nacional sobre as chamadas “pautas-bomba”, demonstrando aos parlamentares os impactos fiscais das medidas. “Nós temos muita confiança de que o Congresso Nacional nos apoiará, conforme fez em relação a essas medidas de revisão de despesa, compreendendo que não é um bom sinal avançarmos nessas novas despesas, sejam novas despesas obrigatórias e novas vinculações”, disse Moretti a jornalistas.

“Estamos muito atentos a isso, mas a gente está bastante confiante que nesse processo permanente de diálogo e muito respeito pelo Congresso Nacional, que nos ajudou em uma série de temas na questão fiscal, nós vamos conseguir demonstrar o impacto de uma série de medidas”, completou.

Sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), Moretti explicou que segue dialogando sobre a proposta, que institui na Constituição a obrigação da União, dos Estados, municípios e o Distrito Federal de aplicarem anualmente 1% de suas receitas correntes líquidas para ações e serviços da assistência social.

Se aprovada, a emenda constitucional prevê um regime de transição de três anos para a União. Para o restante, o piso de 1% fica estabelecido já no primeiro ano de vigência do dispositivo.

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“Precisamos chegar a um consenso com Câmara e Senado sobre pontos como esse”, afirmou o ministro, que finalizou dizendo que é preciso entregar melhores resultados nos próximos anos e não ter mudanças no cenário apresentado no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027.

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