Na festa que celebrou sua posse na Presidência do TSE, Nunes Marques canta samba. (Reprodução: Instagram)


Brasília virou palco de um espetáculo inusitado na noite de terça-feira (12). Depois de assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques trocou o tom solene da cerimônia por microfone e batuque, mergulhando numa festa que mais parecia uma mistura de bastidores do poder com camarim de show.

O evento, organizado por associações ligadas ao Judiciário, reuniu cerca de mil convidados — ministros do STF e STJ, advogados, políticos e até o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Mas quem roubou a cena foi o próprio Nunes Marques, que subiu ao palco e soltou a voz ao lado de Jorge Aragão, Dudu Nobre, Sombrinha e Ivo Meirelles.

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Em clima descontraído, o magistrado arriscou versos de clássicos como “Vou Festejar” e “Não Deixe o Samba Morrer”, embalando uma roda de samba que atravessou a madrugada até as quatro da manhã.

A noite não ficou restrita ao samba. O line-up incluiu nomes do piseiro e sertanejo, como Natanzinho e Lipe Lucena, além da presença discreta de Raimundo Fagner e Gusttavo Lima, que preferiram não cantar. O resultado foi uma festa híbrida, onde toga e tamborim dividiram espaço sem cerimônia.

Entre os convidados, figuras de peso como Gilmar Mendes e André Mendonça (vice-presidente do TSE) marcaram presença, reforçando o caráter político-social do encontro. Mas, no fim, o que ficou foi a imagem de um presidente do TSE que, ao menos por uma noite, trocou o discurso sobre urnas eletrônicas e inteligência artificial por versos de samba — e mostrou que Brasília também sabe festejar em ritmo de batucada.