Sede do Banco Master que teve liquidação extrajudicial. (Foto: EBC)


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 46% dos entrevistados avaliam que o escândalo do banco Master afetou negativamente, de forma semelhante, a imagem do governo Lula, do governo Bolsonaro, do STF, do Congresso Nacional e do Banco Central.

Entre os que apontam maior desgaste para apenas um grupo ou instituição, 11% citam o governo Lula. Em seguida aparecem o STF/Judiciário, com 10%, e o governo Bolsonaro, com 9%, em empate técnico dentro da margem de erro.

Veja os números:

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Quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?

Todos eles: 46% (era 40% em março);
Governo Lula: 11% (era 10%);
STF/Judiciário: 10% (era 13%);
Governo anterior de Bolsonaro: 9% (era 11%);
Banco Central: 7% (era 5%);
Congresso Nacional: 2% (era 3%);
Nenhum deles: 1% (era 1%);
Não sabe responder: 14% (era 17%).

Na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da Polícia Federal. As investigações apontam que ele foi um dos principais beneficiados pelo esquema de corrupção de Daniel Vorcaro, dono do Master. A suspeita é que o senador, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, recebia uma mesada de até R$ 500 mil e tinha contas pagas.

Em troca, segundo a PF, Ciro Nogueira usava seu mandato parlamentar para defender interesses do Master. O caso envolve uma proposta apresentada em agosto de 2024 para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, algo que daria um novo impulso ao modelo de negócios do Master.

O senador, um dos principais líderes do Centrão, nega que a proposta apresentada tenha sido redigida por funcionários do banco, como apontam as investigações, e diz que não tem envolvimento com atividades criminosas.

Segundo a Quaest, 46% dos entrevistados disseram que já estavam sabendo das suspeitas sobre Ciro Nogueira. Outros 54% ficaram sabendo só agora.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.