Oruam com Márcia: alvos da operação da Polícia Civil do Rio hoje. (Reprodução: Redes Sociais)


A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou na manhã desta quarta-feira (29) uma operação voltada para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro atribuídos ao Comando Vermelho. Entre os alvos estão o cantor Oruam, sua mãe e seu irmão, além de chefes históricos da facção.

Oruam e a fuga da Justiça

Oruam, nome artístico de Mauro Davi Nepomuceno, estava foragido desde fevereiro, após descumprir as regras do uso da tornozeleira eletrônica.

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O artista já respondia a processos por tentativa de homicídio e vinha sendo monitorado pela Justiça.

A fuga reforçou as suspeitas de que ele mantinha vínculos diretos com atividades ilícitas ligadas ao Comando Vermelho.

Familiares sob investigação

A mãe e o irmão do cantor também foram alvo dos mandados cumpridos hoje. Segundo os investigadores, ambos teriam papel ativo na movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas, atuando na ocultação patrimonial e na administração de bens de fachada. A inclusão de familiares na operação mostra a estratégia da facção de transferir responsabilidades financeiras para pessoas de confiança fora dos presídios.

Chefes históricos da facção

A ofensiva policial não se limitou à família de Oruam. Líderes do Comando Vermelho também foram alvo.

Entre eles está Marcinho VP, pai do cantor, considerado um dos chefes históricos da organização. Preso há quase três décadas, ele continua apontado como figura influente na hierarquia da facção, mesmo encarcerado.

Objetivos da operação

De acordo com a Polícia Civil, o foco da ação é atingir o núcleo econômico da facção, responsável por sustentar suas atividades criminosas.

A estratégia é enfraquecer não apenas os líderes presos, mas também familiares e aliados que atuariam como operadores financeiros. A investigação identificou movimentações incompatíveis com rendas declaradas e o uso de empresas de fachada para mascarar a origem ilícita dos recursos.

O lado da defesa

Advogados ligados aos investigados afirmam que ainda não há provas conclusivas de participação direta de Oruam e seus familiares em esquemas de lavagem de dinheiro. Argumentam que o cantor é alvo de perseguição por sua ligação familiar com Marcinho VP e que sua carreira artística estaria sendo usada como justificativa para criminalização.