Com tom carregado de emoção e referências religiosas, Jorge Messias abriu sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (29) destacando sua fé e a relação com o Estado.
“Minha identidade é evangélica”, afirmou logo no início, para em seguida acrescentar: “Tenho plena clareza de que o Estado constitucional é laico, uma laicidade clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o Estado e todas as religiões em prol da fraternidade”.
O advogado-geral da União, indicado por Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), fez questão de reforçar a dimensão espiritual de sua trajetória.
“Aqui não é terra sem lei, obviamente. Nosso ordenamento jurídico já oferece anticorpos para combatermos desordem informacional. Portanto, não vamos ficar de braços cruzados”, disse ao tratar da regulamentação das redes sociais.
Em outro momento, ao comentar a disputa sobre o IOF, declarou: “Medida adotada pelo Congresso acabou por violar o princípio da separação de poderes”.
A fala de Messias também resgatou episódios de enfrentamento internacional. “Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”, afirmou ao recordar a revogação de seu visto pelos Estados Unidos. E, ao mencionar sua relação com a comunidade evangélica, reforçou: “Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro”.
O discurso, permeado por declarações de fé e defesa institucional, foi marcado por frases de impacto que evidenciam tanto sua identidade religiosa quanto sua postura jurídica. “Nosso compromisso é com a democracia, com a soberania e com o povo”, disse, em tom solene.





