Em uma ação surpreendente e sofisticada, a Ucrânia realizou um ataque aéreo estratégico contra a Rússia, destruindo 41 aeronaves em bases militares na Sibéria. A operação, batizada de Teia de Aranha, se destacou tanto pela distância dos alvos quanto pelo método inovador de transporte dos drones de ataque.
Como os drones chegaram até as bases aéreas?
Para superar a limitação de alcance dos drones convencionais, a Ucrânia utilizou uma abordagem incomum: escondeu os dispositivos no teto de contêineres e os transportou por caminhões até regiões próximas às bases militares russas. Assim que chegaram ao destino, os drones foram liberados remotamente e iniciaram os ataques.
Onde ocorreram os ataques?
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, os drones atingiram cinco bases aéreas na região de Irkutsk, localizada a 4.300 km da Ucrânia, além de locais estratégicos no norte da Rússia, como Murmansk. Além disso, a Rússia afirmou que conseguiu conter ataques em Amur, Ivanovo e Ryazan.
Quais aviões foram destruídos?
Entre os 41 aviões danificados ou destruídos, estavam modelos estratégicos como Tu-95 e Tu-22M, capazes de carregar armamento nuclear e utilizados pela Rússia para ataques de longo alcance contra a Ucrânia. Também foram afetadas aeronaves de vigilância A-50, essenciais para coordenação de operações militares russas.
O impacto na guerra
A destruição dessas aeronaves representa um duro golpe para a força aérea russa, reduzindo sua capacidade de realizar bombardeios estratégicos e dificultando futuras ofensivas contra a Ucrânia. Segundo estimativas, os danos causados pelos ataques podem ultrapassar US$ 7 bilhões, comprometendo uma parte significativa da frota de bombardeiros russos.
Quanto tempo levou o planejamento?
Fontes da inteligência ucraniana afirmam que o ataque foi preparado por mais de um ano e meio, evidenciando uma nova estratégia militar de longo alcance para atingir alvos críticos dentro do território russo.


