Plataforma da Petrobras na costa brasileira: lucro bilionário, mas recuo do valor. (Foto: Petrobras)


A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou na noite desta segunda-feira (11) o balanço do primeiro trimestre de 2026. A estatal registrou lucro líquido de R$ 32,66 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia somado R$ 35,2 bilhões. O resultado ficou próximo da estimativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 30 bilhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 59,6 bilhões, recuo de 2,4% na comparação anual. Sem ajustes, o indicador teria alcançado R$ 62,88 bilhões, alta de 1,4%. A receita de vendas avançou 0,4%, para R$ 123,86 bilhões.

A companhia destacou que o lucro líquido desconsiderando efeitos extraordinários também ficou em R$ 32,7 bilhões, influenciado por ganhos cambiais e reversão de impairment.

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Fluxo de caixa e subvenção do diesel

O fluxo de caixa livre caiu 22,9%, para R$ 20 bilhões, enquanto o operacional recuou 10,9%, a R$ 44 bilhões. A Petrobras atribuiu o desempenho ao impacto do capital de giro, especialmente estoques e fornecedores, além de efeitos da subvenção ao diesel. Pelo programa, as empresas vendem o combustível dentro de parâmetros definidos pelo governo e são ressarcidas posteriormente. No trimestre, os valores a receber somaram R$ 741 milhões.

Dívida e investimentos

A dívida líquida avançou 10,8%, para US$ 62 bilhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 1,43 vez, ligeiramente abaixo dos 1,45 vez de um ano antes.

Os investimentos totalizaram US$ 5,1 bilhões, queda de 19,1% frente ao quarto trimestre de 2025, mas alta de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de Exploração e Produção concentrou 87,4% do Capex. Em 31 de março, o caixa somava R$ 34,3 bilhões, e as disponibilidades ajustadas, R$ 47,6 bilhões.

Impacto do petróleo virá no 2º tri

O preço médio do Brent ficou em US$ 80,61 por barril, alta de 6,5% em relação a um ano antes. Já o dólar médio recuou 9,9%, para R$ 5,26.

Segundo a Petrobras, o aumento recente do petróleo ainda não se refletiu nas receitas do trimestre devido à defasagem entre embarque e reconhecimento da venda. No mercado asiático, por exemplo, a precificação ocorre com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga. Assim, o impacto positivo deve aparecer apenas no segundo trimestre.