A Polícia Federal identificou que cinco malas grandes entraram no Brasil sem passar pela fiscalização obrigatória no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP).
O voo vinha da ilha de São Martinho, no Caribe, e era operado pelo empresário Fernando Oliveira Lima, ligado ao setor de apostas eletrônicas.
Entre os passageiros estavam autoridades de alto escalão: Hugo Motta (presidente da Câmara), Ciro Nogueira (senador e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro), além dos deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões.
Um auditor da Receita Federal teria autorizado o desvio das bagagens do raio-X, o que configura possível facilitação de contrabando.
O ministro Alexandre de Moraes, relator no STF, encaminhou o inquérito à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá cinco dias para se manifestar sobre a continuidade das investigações.
A PF ainda apura o conteúdo das malas e se a ausência de fiscalização foi motivada pela presença das autoridades.
As assessorias dos parlamentares afirmaram que não houve irregularidade e que a viagem foi de caráter particular, mas o caso agora está sob análise do STF e da PGR, o que pode trazer desdobramentos políticos e jurídicos relevantes.





