O senador Weverton Rocha (PDT-MA) • 9/12/2025 - Jefferson Rudy/Agência Senado


Investigações da Polícia Federal apontam para a atuação do senador Weverton Rocha (PDT-MA) como “sócio oculto” do esquema de descontos associativos ilegais a aposentados do INSS. Ele teria recebido, por meio de intermediários, recursos amealhados pela organização criminosa.

“O Senador Weverton teria, segundo a peça de representação da Polícia Federal, atuado: como beneficiário final (“sócio oculto”) de operações financeiras estruturadas pela organização criminosa, recebendo recursos ou benefícios por meio de interpostas pessoas, alguns seus assessores parlamentares”, diz a decisão que autorizou operação de busca e apreensão contra ele nesta quinta-feira, 18.

A força tarefa chegou a pedir sua prisão preventiva, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do processo, negou.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se opôs à cautelar. Os investigadores apontam Weverton como integrante do núcleo político do esquema, que viabilizava a continuidade dos ilícitos.

Há quatro figuras ligadas ao senador apontadas como integrantes do esquema e que recebiam valores em nome dele. Seu ex-assessor parlamentar Gustavo Gaspar tinha uma empresa, a GM Gestão, que fazia parcerias com as firmas do lobista Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, principal articulador da organização criminosa.

Planilhas encontradas sob posse do Careca, indicavam pagamento de R$ 100 mil em favor de “gasparzinho”. O agora ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Aldroado Portal, que foi auxiliar de Weverton no Congresso, também é suspeito de atuar em nome do senador.
As planilhas indicam pagamento de R$ 50 mil para ele, cujo codinome era “Adro”. Portal foi Secretário do Regime Geral de Previdência Social e se tornou o número 2 da pasta após o afastamento do ex-ministro Carlos Lupi, em maio.

O filho de Adroaldo, Eduardo Portal, trabalha no gabinete de Weverton atualmente e também é investigado. Ele fez R$ 249 mil em repasses para o pai R

Vanessa Barramacher, ex-assessora do senador, também é investigada por ter recebido repasses de Eduardo.