Mascharano acusado de estar diretamente envolvido na morte de Ruy Ferraz. (Reproduções)


A Polícia Civil prendeu Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, suspeito de envolvimento direto na execução do ex-delegado-geral da corporação, Ruy Ferraz Fontes. A prisão ocorreu em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, após trabalho de inteligência conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e foi divulgada nesta segunda-feira (6).

Fontes foi morto a tiros em 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista. Ele dirigia seu carro quando foi emboscado por criminosos armados. Segundo as investigações, o crime foi ordenado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção da qual Mascherano seria “disciplina” — função responsável por aplicar punições internas — na região do ABC Paulista.

A identificação do suspeito foi possível graças a impressões digitais encontradas em um dos veículos utilizados na ação. “A perícia foi decisiva para confirmar a presença de Mascherano na cena do crime”, afirmou um investigador ligado ao caso, sob condição de anonimato.

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Com a prisão de Mascherano, sobe para cinco o número de detidos por envolvimento na morte de Fontes. Outros suspeitos já haviam sido capturados em operações anteriores, e a polícia segue em busca de mais envolvidos.

O ex-delegado-geral comandou a Polícia Civil de São Paulo entre março de 2020 e janeiro de 2022. Durante sua gestão, foi responsável por operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. Fontes também liderou investigações contra o PCC, o que, segundo fontes da segurança pública, pode ter motivado sua execução.

Mascherano tem antecedentes por tráfico de drogas, roubo qualificado e corrupção de menores. Ele havia deixado o sistema prisional recentemente e, segundo a polícia, voltou a atuar em nome da facção.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre a prisão. O caso segue sob investigação do Deic, que trabalha com a hipótese de que a morte de Fontes foi uma retaliação direta às ações que ele comandou contra o crime organizado.

A defesa de Felipe Avelino da Silva não foi localizada até a publicação desta reportagem.