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CNJ vota hoje proposta de Fachin de contracheque único da magistratura

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve votar nesta terça-feira (26) a proposta apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal...

CNJ vota hoje proposta de Fachin de contracheque único da magistratura

CNJ vota hoje proposta de Fachin de contracheque único da magistratura.

da Redação

26 maio 2026

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve votar nesta terça-feira (26) a proposta apresentada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio CNJ, ministro Luiz Edson Fachin, que prevê a unificação dos contracheques dos magistrados. A iniciativa tem como objetivo facilitar a fiscalização dos pagamentos e conter a proliferação de verbas adicionais.

Anunciada na última sexta-feira (22), a medida estabelece que todas as remunerações — salários, gratificações, diárias, indenizações de férias, retroativos e ajudas de custo — sejam concentradas em um único contracheque mensal. As folhas suplementares, utilizadas para pagamentos extras, deixariam de existir.

Um levantamento recente do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público revelou a ausência de padronização nas verbas indenizatórias pagas em atraso. Foram identificados 360 diferentes nomenclaturas para os chamados penduricalhos na magistratura. Em março, o STF já havia proibido o pagamento de benefícios retroativos anteriores a fevereiro de 2026.

No mesmo dia em que Fachin apresentou a proposta, uma auditoria do CNJ apontou que o Tribunal de Justiça de Goiás manteve pagamentos adicionais, somando mais de R$ 35 milhões entre março e maio, mesmo após decisões individuais de ministros e julgamento do STF. Para evitar situações semelhantes, o projeto prevê a criação da Tabela Remuneratória Unificada (TRU), obrigando os tribunais a padronizar a nomenclatura das verbas.

Caso aprovado, os tribunais terão 60 dias para se adequar às novas regras. Fachin defendeu que a medida representa um avanço na prestação de contas:

“Permitirá uma maior transparência de todos os recebimentos e mostrará à sociedade aquilo que o Judiciário recebe pelos serviços prestados”, afirmou o ministro.

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