da Redação
08 junho 2026
O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) reagiu com veemência às ameaças do governo Donald Trump, que anunciou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros como punição por práticas que, segundo ele, “atrapalham empresas norte-americanas”. Entre os alvos, o sistema de pagamentos instantâneos Pix foi citado.
“O Pix salvou a dona de casa, o motorista de aplicativo, o pequeno comerciante. Chamar inclusão digital de prática desleal afronta nossa soberania. O Pix é patrimônio do povo brasileiro. Nosso direito de inovar não está à venda. O Brasil é dos brasileiros”, disse Leite.
O Pix aparece 20 vezes em documento da USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), que classificou como “irrazoáveis” práticas comerciais do Brasil após investigação aberta em julho de 2025.
Segundo o parlamentar, os EUA alegam que o Pix é “injusto” por competir com grandes empresas de cartão de crédito. “Estão incomodados porque o brasileiro, com o Pix, fica a salvo dos juros extorsivos cobrados pelos bancos e cartões de crédito”, afirmou.
O relatório norte-americano sustenta que o Banco Central “atuou como regulador para prejudicar prestadores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA e favorecer o Pix”.
Leite destacou ainda que a nova medida tarifária difere das anteriores porque terá respaldo legal. “A diferença entre o tarifaço contra o Brasil no ano passado e o de agora é que este terá o respaldo de uma lei. Para que passe a valer, basta apenas o cumprimento de rituais protocolares previstos na seção 301 da Lei de Comércio, que terminam em 15 de julho”, disse.
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