da Redação
08 junho 2026
A influenciadora e empresária Virginia Fonseca passou a ser investigada pela Polícia Federal sob suspeita de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e irregularidades fiscais.
A apuração tem como base relatórios do Coaf, documentos oficiais e reportagem da revista Piauí, que revelaram movimentações atípicas em empresas ligadas à apresentadora. O Domingo Espetacular, da TV Record, também veiculou neste domingo uma reportagem sobre o mesmo assunto.
Segundo informações, o foco da PF recai sobre a legalidade das operações e a origem dos recursos movimentados.
O caso ganhou novos contornos após a revelação de que a estrutura societária original da Pink Lash, empresa que deu origem à WePink, contava com Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.
Ela é viúva de um integrante da facção, apelidado de “Cabelo Duro”, e teria afirmado que o negócio foi iniciado com recursos provenientes de seu marido.
Posteriormente, Samara Carranovich Martins e Thiago Stabile romperam a sociedade com Karen Mori e fundaram a WePink em parceria com Virginia Fonseca e o empresário Chaopeng Tan.
A WePink, especializada em cosméticos, faturou cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025. Uma fotografia exibida pelo programa Domingo
Espetacular mostra Virginia, Samara e Karen juntas, evidenciando a proximidade no período de transição dos negócios.
Relatórios de inteligência financeira elaborados após a CPI das Bets também foram encaminhados à PF.
Embora o Senado tenha rejeitado o indiciamento da influenciadora, os dados levantados pelo Coaf apontaram transações consideradas atípicas.
A empresa Talismã Digital, ligada a Virginia, recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, sendo R$ 21,4 milhões em 44 operações via Pix e R$ 1 milhão por TED.
Grande parte dos recursos, cerca de R$ 17,7 milhões, foi enviada pela Amp Pay Marketing, que atua no regime do Simples Nacional, cujo limite de faturamento anual é de apenas R$ 4,8 milhões.
Especialistas ouvidos pelo Domingo Espetacular, da TV Record, afirmaram que a discrepância pode indicar irregularidades e merece investigação aprofundada.
Em nota, a defesa de Virginia Fonseca declarou que “não há qualquer irregularidade nas operações da influenciadora” e que “movimentações consideradas atípicas não significam, por si só, prática ilícita”. A defesa também negou qualquer vínculo da WePink com pessoas ou organizações ligadas ao crime organizado, ressaltando que a companhia possui estrutura própria, governança, auditoria independente e atuação regular.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Federal concluirá se há indícios concretos de lavagem de dinheiro ou outras irregularidades fiscais e financeiras.
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