da Redação
08 junho 2026
Em meio a uma escalada que colocou o Oriente Médio à beira de uma guerra total, o Irã anunciou nesta segunda-feira (8) o fim das operações militares contra Israel. A decisão veio após dias de intensos bombardeios cruzados, que atingiram cidades iranianas como Teerã, Tabriz e Isfahan, em resposta a ataques israelenses nos subúrbios de Beirute.
Apesar da suspensão, o comando das Forças Armadas iranianas advertiu que uma nova ofensiva “mais esmagadora” será lançada caso Israel retome ataques contra o Líbano ou território iraniano.
Escolas fechadas e civis em alerta
Em Israel, a população enfrenta diretamente os efeitos da crise. Pelo segundo dia consecutivo, escolas permaneceram fechadas em todo o país.
O ministro da Educação, Yoav Kisch, afirmou que as aulas só devem ser retomadas na quarta-feira, seguindo protocolos que garantam acesso imediato a abrigos.
No domingo, o Exército israelense havia atualizado suas diretrizes para civis, proibindo grandes aglomerações e suspendendo atividades escolares em todo o território — medida inédita desde os primeiros confrontos com o Irã, em abril.
Trump pressiona por cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou os apelos por uma trégua. Em publicação nas redes sociais, pediu que “Israel e Irã parem imediatamente de atirar”. Em entrevista ao programa Meet the Press, afirmou que os dois países estão “muito próximos” de um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, embora reconheça que “alguns pontos ainda estão sendo negociados”.
Trump também declarou que pediria ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que evitasse retaliações. No entanto, Israel respondeu com ataques que resultaram em explosões intensas em Teerã e outras cidades iranianas.
A posição de Teerã
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reforçou a postura de firmeza em meio às negociações:
“Nossa prioridade é a segurança nacional e a paz do nosso povo. Não abandonamos nem o campo de batalha nem a mesa de negociações.”
Ele acrescentou que “diplomacia e defesa são os dois pilares do poder nacional” e que, com “unidade e sabedoria”, o Irã pretende sair do conflito “orgulhoso e bem-sucedido”.
O que está em jogo
Analistas avaliam que, embora o anúncio de suspensão dos ataques seja um passo importante, o risco de uma guerra aberta permanece elevado. Israel ainda não respondeu oficialmente à decisão iraniana, e a instabilidade no Líbano segue como fator de tensão.
Enquanto líderes discutem cessar-fogo e possíveis acordos, civis israelenses e libaneses continuam vivendo sob a ameaça de novos bombardeios, em um cenário que expõe a fragilidade das negociações e a urgência de uma solução diplomática duradoura.
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