da Redação
14 junho 2026
O Exército de Israel realizou novos ataques aéreos contra os subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano, neste domingo (14), tendo como alvo estruturas ligadas ao Hezbollah. A ofensiva ocorre em um momento de expectativa internacional pela possível assinatura de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, destinado a interromper meses de confrontos na região.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os bombardeios foram uma resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra áreas do norte do território israelense. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ação militar teve como objetivo neutralizar ameaças à segurança do país.
Imagens registradas na capital libanesa mostraram colunas de fumaça sobre a região de Dahiyeh, área considerada um reduto do Hezbollah. O ataque representa mais um capítulo da escalada de tensão que se intensificou após o frágil cessar-fogo estabelecido em abril.
O episódio acontece enquanto mediadores internacionais tentam concluir um acordo entre Washington e Teerã. Fontes diplomáticas indicam que representantes do Catar estiveram no Irã para finalizar os termos do entendimento, que poderá abrir caminho para a redução das hostilidades no Oriente Médio e para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (13) que o acordo poderia ser assinado neste domingo. Já autoridades iranianas adotaram um tom mais cauteloso, indicando que a formalização poderá ocorrer nos próximos dias.
Apesar do avanço nas negociações, permanecem indefinidas questões centrais, como o futuro do programa nuclear iraniano, o destino das reservas de urânio enriquecido e a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. O texto em discussão prevê um período de 60 dias para negociações técnicas sobre esses temas.
Analistas observam que o possível acordo tem gerado preocupações em Israel, que considera insuficientes as garantias relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao apoio de Teerã a grupos armados aliados na região. O governo israelense também demonstra insatisfação com sua participação limitada nas negociações conduzidas por mediadores internacionais.
Enquanto os esforços diplomáticos avançam, os novos ataques em Beirute evidenciam a fragilidade do cenário regional e reforçam os desafios para a consolidação de uma paz duradoura no Oriente Médio.
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