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Protesto contra o G7 termina com carro da Tesla incendiado e atos de vandalismo em Genebra

Manifestação reuniu 7 mil pessoas em Genebra e criticou desigualdade às vésperas da cúpula do G7

da Redação

14 junho 2026

Protesto contra o G7 termina com carro da Tesla incendiado e atos de vandalismo em Genebra

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Genebra neste domingo (14) para protestar contra a realização da cúpula do Grupo dos Sete (G7), marcada para começar nesta segunda-feira na cidade francesa de Évian-les-Bains, próxima à fronteira suíça. Durante a mobilização, um veículo da Tesla foi incendiado e as janelas de uma agência bancária foram quebradas.

De acordo com a polícia local, cerca de 7 mil pessoas participaram do ato, que transcorreu de forma majoritariamente pacífica. As autoridades informaram ainda que algumas facas e artefatos pirotécnicos foram apreendidos ao longo da marcha.

Os manifestantes criticaram o que consideram uma concentração excessiva de poder político e econômico nas mãos das principais economias industrializadas do mundo. O G7 é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A manifestação ocorreu em meio ao aumento das discussões sobre desigualdade econômica global. Na semana passada, o empresário Elon Musk, proprietário da Tesla e ex-conselheiro do presidente norte-americano Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo, segundo estimativas recentes, fato que reacendeu debates sobre a distribuição de riqueza.

Entre os participantes estava Pippa Saugy, que criticou o encontro dos líderes do G7. “É uma reunião de ricos que mostra, mais uma vez, como os ricos podem se tornar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para trás”, afirmou.

Organizações da sociedade civil também participaram do protesto. Integrantes da Oxfam realizaram uma ação simbólica utilizando grandes cabeças de papel machê representando líderes das nações do G7 para chamar atenção às desigualdades econômicas e aos desafios sociais enfrentados em diferentes partes do mundo.

A segurança foi reforçada na região devido à proximidade da cúpula, que reunirá chefes de Estado e de governo para discutir temas como economia global, conflitos internacionais, mudanças climáticas e segurança energética.

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