da Redação
03 junho 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu, nesta quarta-feira (3), às declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
“Marco Rubio é anti-América Latina, inimigo mortal de Cuba e de vários países latino-americanos”, disse Lula.
Antes de abrir a reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula afirmou que o golpe militar de 1964 contou com participação ativa de representantes dos Estados Unidos no Brasil.
“Esse país sofreu um golpe em 1964, e naquela época foi articulado por embaixadores americanos em Brasília. Nós sabemos disso. É importante que eles saibam que conhecemos a história e que não queremos guerra”, disse o presidente.
A fala de Lula ocorre após o tarifaço de 25% e a críticas de Rubio ao governo brasileiro e põe na mesa o debate sobre a influência norte-americana na política nacional durante a Guerra Fria. Documentos já divulgados pelo governo dos EUA, ao longo das últimas décadas, apontam que Washington acompanhava de perto os movimentos militares que levaram à deposição do presidente João Goulart.
O golpe de 1964 instaurou uma ditadura que durou 21 anos, marcada por cassações políticas, censura e violações de direitos humanos. A versão defendida por Lula reforça a leitura de que a intervenção estrangeira foi decisiva para a ruptura democrática.
Ao mencionar o episódio, o presidente buscou destacar que o Brasil “não deseja conflito” com os Estados Unidos, mas que “não pode ignorar a própria história”. A declaração foi feita pouco antes de Lula dar início à reunião ministerial desta manhã.
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