da Redação
26 maio 2026
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga a atuação de falsos médicos em um hospital privado na zona leste de São Paulo. A ação cumpre dois mandados de prisão temporária, sete de busca e apreensão e duas medidas cautelares. Até o momento, um dos suspeitos foi preso.
De acordo com o 22° Distrito Policial (São Miguel Paulista), responsável pelas investigações, dois homens que não tinham registro profissional realizaram cerca de 2 mil atendimentos na unidade ao longo de dois anos. O inquérito policial aponta que nove pacientes morreram no período devido a supostos erros e falhas médicas cometidos pela dupla.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas na capital paulista e em quatro municípios da Região Metropolitana: São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes. A operação mobiliza 35 investigadores, seis escrivães e três delegados, em um total de 13 viaturas.
Afastamento da direção
A investigação também identificou indícios de omissão e negligência por parte da administração do hospital. Por determinação da Justiça, a gestora operacional e o diretor clínico da instituição foram afastados de suas funções por tempo indeterminado.
“A investigação aponta uma atuação clandestina prolongada, com consequências gravíssimas para pacientes e indícios de falhas que vão além dos falsos médicos”, afirmou o delegado titular do 22° DP, Mariano de Araújo. Segundo ele, o objetivo da nova fase é aprofundar a apuração sobre a conivência da unidade de saúde.
Histórico
A primeira fase da Operação Hipócrates ocorreu em 16 de dezembro do ano passado, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no mesmo hospital da zona leste. O inquérito foi instaurado originalmente para apurar os crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documento falso.
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