O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta quarta-feira (4) uma resposta ao ataque surpresa de drones ucranianos contra aviões de guerra russos, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A declaração ocorreu durante uma conversa telefônica entre os dois líderes, no início da tarde, no horário de Brasília.
O ataque ucraniano, batizado de “Operação Teia de Aranha”, atingiu 41 aviões bombardeiros russos em cinco bases militares no último domingo (1º).
O uso de drones camuflados dentro de contêineres surpreendeu as autoridades russas.

“Acabei de falar, por telefone, com o presidente Vladimir Putin, da Rússia. A ligação durou aproximadamente uma hora e quinze minutos. Discutimos o ataque aos aviões atracados da Rússia, realizado pela Ucrânia, e também vários outros ataques que vêm ocorrendo de ambos os lados. Foi uma boa conversa, mas não uma conversa que levará a uma paz imediata. O presidente Putin afirmou, e com muita veemência, que terá que responder ao ataque recente aos aeródromos.
Também discutimos o Irã e o fato de que o tempo está se esgotando para a decisão do Irã sobre armas nucleares, que deve ser tomada rapidamente! Afirmei ao presidente Putin que o Irã não pode ter uma arma nuclear e, sobre isso, acredito que estávamos de acordo. O presidente Putin sugeriu que participará das discussões com o Irã e que isso poderia ajudar a resolver a questão rapidamente.
Na minha opinião, o Irã tem retardado sua decisão sobre essa questão muito importante e precisaremos de uma resposta definitiva em um curto período de tempo!”, afirmou Trump em publicação na Truth Social.
Trump destacou que, com base na conversa, não vê uma solução pacífica para a guerra da Ucrânia em um futuro próximo. A ligação ocorreu após uma reunião de alto escalão do governo russo, onde Putin sugeriu que a Ucrânia não está interessada em negociações de paz.
Ataque audacioso, resposta incerta
A “Operação Teia de Aranha”, celebrada pelo governo ucraniano como uma de suas ações mais ousadas, destruiu mais de 40 aeronaves com capacidade nuclear na Sibéria.
Segundo relatos, os drones estavam escondidos em caminhões que circularam pelo território russo, aproximando-se das bases aéreas antes de serem ativados.
O ataque ocorreu a mais de 4.000 km do front da guerra, demonstrando um novo nível de capacidade ofensiva por parte da Ucrânia.
O presidente Volodimyr Zelensky elogiou a operação como “brilhante” e “nossa operação de maior alcance”.
Já o governo russo classificou os ataques como “ato terrorista” e afirmou que está avaliando formas de resposta.
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os drones causaram incêndios e danos significativos em bases aéreas localizadas na região de Irkutsk, além de cidades no norte do país, como Murmansk.
O governo russo também confirmou que conseguiu reprimir ataques na região de Amur, no extremo leste, e em Ivanovo e Ryazan, no oeste do país. Entretanto, as perdas representam um duro golpe para o arsenal militar aéreo da Rússia.
A escalada do conflito acende um alerta internacional, principalmente para Kiev, já que os Estados Unidos são historicamente aliados da Ucrânia. A relação entre os dois países, no entanto, tem enfrentado desafios desde o retorno de Trump à Casa Branca.
Com a ameaça de uma resposta russa e o reforço de operações militares, a guerra na Ucrânia segue sem previsão de resolução diplomática.



