
O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid é natural de Niterói, Rio de Janeiro. Nasceu em 17 de maio de 1979. Foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
É filho do general de exército da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, colega de turma de Jair Bolsonaro na turma de Artilharia de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras. É casado com Gabriela Cid e tem três filhas.
Ingressou no exército em 1996, se formando na Academia Militar das Agulhas Negras em 2000. Ele seguiu a carreira com a intenção de se tornar general, estudando em diversos cursos militares, como a escola de Comando Estado Maior, figurando entre os melhores da turma.
Durante o governo Bolsonaro, foi nomeado ajudante de ordens do presidente enquanto se preparava para assumir um cargo no exterior. Ele assumiu o cargo ainda em 2018, durante a transição de governo. Em 2022, tornou-se tenente-coronel.
Segundo divulgado na internet, Cid planejou continuar sua carreira comandando um dos batalhões do Exército em Goiânia. Mas o presidente Lula pediu que o Ministro da Defesa José Múcio Monteiro revertesse sua nomeação. O comandante do Exército Júlio Cesar de Arruda foi exonerado por não cumprir a ordem. Então Cid fez uma solicitação de aditamento de comando, e no dia 24 de janeiro de 2023, o general Tomás Paiva, o novo comandante, o transferiu para um cargo administrativo na direção do Comando de Operações Terrestres do Exército.
No dia 3 de maio, o militar foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Venire, por suspeitas de fraude no Conecte SUS, produção de documento de vacinação falsa para Bolsonaro poder ingressar nos Estados Unidos. Ele foi convocado para depor na CPMI do Golpe no dia 13 de julho, mas se manteve em silêncio, inclusive em perguntas não relacionadas à acusação, como sua data de nascimento. Por isso, a CPMI acionou a Justiça Federal do Distrito Federal e o Supremo Tribunal Federal por abuso do direito ao silêncio.
Em 18 de setembro de 2023 o Exército formalizou o afastamento de Mauro Cid de suas funções. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, é retroativa até 9 de setembro, dia em que o ministro Alexandre de Moraes expediu a ordem. Moraes também homologou um acordo de delação premiada e concedeu liberdade provisória ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, com medidas cautelares. Em portaria assinada pelo general de Divisão Alexandre de Almeida Porto, o Exército “agrega” Cid “após ficar exclusivamente à disposição da Justiça Comum, conforme Decisão Judicial de 9 de setembro de 2023, a qual foi proferida nos autos da Petição nº 10.405/DF, em trâmite no Supremo Tribunal Federal”.




