Os ministros terão coragem de soltar o banqueiro Daniel Vorcaro? (Foto: STF)


A decisão sobre a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, apontado como figura central do escândalo do Banco Master, que será tomada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), será formada por Gilmar Mendes, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Dias Toffoli, que até fevereiro era relator do caso, declarou-se suspeito e não participará do julgamento.

Cada ministro tem histórico próprio em relação ao uso da prisão preventiva. Gilmar Mendes, decano da Corte e atual presidente da Turma, é crítico do uso indiscriminado dessa medida, defendendo que ela deve ser aplicada apenas em situações excepcionais. André Mendonça, relator do processo, foi quem determinou a prisão de Vorcaro, sustentando que havia risco à ordem pública e às investigações, o que revela uma postura mais rigorosa diante de casos de corrupção e obstrução de Justiça. Nunes Marques, também indicado por Jair Bolsonaro, costuma se alinhar a posições favoráveis à manutenção da prisão preventiva quando há indícios de ameaça às apurações. Já Luiz Fux, ex-presidente do STF, tem trajetória marcada pela defesa da ordem pública e tende a apoiar medidas cautelares duras em casos de grande repercussão, embora já tenha se posicionado pela revisão de prisões prolongadas sem sentença.

O julgamento, que será realizado em formato virtual a partir desta sexta-feira, 13 de março, marca a primeira vez que o caso Master será analisado por um colegiado. Até agora, as decisões foram tomadas individualmente pelos relatores. O resultado dependerá do equilíbrio entre a visão garantista de Gilmar Mendes e a postura mais rígida dos demais ministros, num momento crucial para definir se Vorcaro permanecerá preso ou terá a medida revogada.

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Políticos do Centrão vêm fazendo, nos bastidores, gestões para soltar Vorcaro e assim evitar uma delação premiada que poderia comprometer boa parte deles.