A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado será instalada nesta terça-feira (4), às 11h, no Senado.
O colegiado terá a missão de investigar a estrutura, expansão e o modo de operação de organizações criminosas, com atenção especial à atuação de milícias e facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A criação da CPI foi impulsionada pela operação policial no Rio de Janeiro contra o CV, que resultou em 121 mortes.
O episódio levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a marcar a instalação da comissão para esta semana.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que deu origem à CPI, deve assumir a relatoria.
Há consenso entre os parlamentares para que ele ocupe o posto. A presidência da comissão, no entanto, ainda está indefinida. As negociações seguem em curso e devem ser concluídas até a manhã de terça.
A sessão de abertura será conduzida por Otto Alencar (PSD-BA), 78 anos, o mais velho entre os indicados.
Pelo regimento do Senado, a escolha do presidente e do vice da CPI cabe aos próprios integrantes, e cabe ao presidente nomear o relator.
Embora essas definições costumem ser feitas por acordo, há precedentes — como na CPI do INSS — em que a maioria impôs os nomes.
O pedido de criação da CPI foi protocolado em 17 de junho, mas a comissão só avançou após a crise de segurança no Rio.
Um dos fatores que atrasaram a instalação foi a demora de os partidos em indicarem seus representantes, reflexo da complexidade do tema e das disputas políticas em torno da composição do colegiado.




