As prisões domiciliares de oito condenados pela tentativa de golpe foram mantidas após audiência conduzida pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As sessões tiveram caráter de formalidade legal.
Na manhã de sábado, Moraes havia decretado a prisão domiciliar de dez pessoas. Entre elas, sete militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Rocha não foi localizado pela Polícia Federal e é considerado foragido.
O mandado contra o tenente-coronel do Exército Guilherme Marques de Almeida também não foi cumprido. Ele viajou para a Bahia, mas se comprometeu a retornar a Goiânia para iniciar o cumprimento da medida.
As prisões foram determinadas para evitar novas fugas. Na sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido após tentar sair do país pelo Paraguai rumo a El Salvador com passaporte falso.
Segundo Moraes, há uma estratégia dos condenados para deixar o Brasil. O ministro citou casos de fuga relacionados às ações penais do 8 de janeiro, incluindo o do ex-deputado Alexandre Ramagem.
“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, afirmou.





