A defesa de Bolsonaro e seus aliados queriam tirar Moraes, Zanin e Dino do julgamento da trama golpista. (Fotos Acervo)


O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade os pedidos das defesas para afastar os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino do julgamento sobre a tentativa de golpe. A decisão foi tomada após os ministros analisarem os pedidos preliminares das defesas, que alegavam que os ministros são parciais.

Os advogados de Jair Bolsonaro e de outros acusados haviam pedido o impedimento de Moraes, Dino e Zanin, argumentando que eles não poderiam julgar o caso devido à sua suposta parcialidade. No entanto, os cinco ministros da Primeira Turma votaram para rejeitar esse requerimento.

Agora, o próximo passo é o julgamento do mérito, onde os ministros decidirão se aceitam ou não a denúncia contra Bolsonaro e os demais acusados. Se a denúncia for aceita, os acusados serão julgados pelo STF.

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É importante notar que essa não é a primeira vez que os ministros são acusados de parcialidade. Em dezembro de 2024, a defesa de Bolsonaro já havia pedido o impedimento de Alexandre de Moraes, alegando que ele seria uma das vítimas do golpe de Estado e, portanto, não poderia julgar o caso.¹ No entanto, o STF rejeitou esse pedido, entendendo que não havia motivos para o impedimento.