Fotografia mostra o momento da explosão do local do Conselho. (Reprodução: TV)


As forças de Israel atacaram, na terça-feira (3), uma reunião do Conselho Supremo do Irã em Teerã, segundo um alto funcionário israelense ouvido pela rede Fox News.

O encontro discutia a escolha de um sucessor para o aiatolá Ali Khamenei, morto dias antes.

De acordo com o oficial, o ataque ocorreu enquanto eram contados os votos para a nomeação do novo líder supremo.

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O episódio evidenciou a infiltração da inteligência israelense no Irã e representou uma das maiores escaladas da operação conjunta entre Estados Unidos e Israel, que tem como objetivo desarticular a liderança política e militar iraniana.

Imagens de satélite e registros fotográficos mostraram colunas de fumaça sobre prédios da capital iraniana após explosões.

Desde o início da ofensiva, mais de 40 líderes iranianos foram mortos, incluindo Khamenei. Segundo autoridades israelenses, 49 deles foram eliminados na primeira investida da chamada Operação Fúria Épica, na madrugada de sábado (28).

Analistas israelenses estimam que mais de 1.000 combatentes iranianos morreram desde o início da ação. Israel conduz, em paralelo, a Operação Leão Rugidor.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o conflito integra um esforço para neutralizar as ambições nucleares e de mísseis balísticos do Irã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que o governo estabeleceu um objetivo limitado: impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.

O presidente Donald Trump declarou que o plano está adiantado em relação ao cronograma, após a eliminação de líderes iranianos.

O Departamento de Estado dos EUA recomendou que cidadãos americanos deixem 14 países do Oriente Médio e fechou as embaixadas no Kuwait e na Arábia Saudita.

O Conselho de Cooperação do Golfo advertiu que poderá adotar medidas militares em resposta a ataques de mísseis e drones iranianos.