Daniel Vorcaro é avisado que teve a prisão decretada quando tentava embarcar para o exterior. (Reprodução)


A acareação entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o diretor do Banco Central, Ailton Aquino, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, só deve ocorrer em 2026.

A decisão, não anunciada publicamente, foi tomada pela Polícia Federal, com aval do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo investigadores, o adiamento se deve ao grande volume de informações que ainda precisa ser analisado. “Há muitas transcrições de conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro que precisam ser processadas antes de qualquer confronto”, afirmou um delegado da PF.

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O ministro Toffoli rejeitou recursos apresentados pelo Banco Central, que tentava impedir a acareação. “Não há motivo para suspender o procedimento. A condução cabe à Polícia Federal”, disse o magistrado em despacho.

A estratégia da PF é ouvir separadamente os três envolvidos antes de colocá-los frente a frente. “A prioridade é colher os depoimentos individuais e cruzar os dados com as mensagens já obtidas”, explicou um investigador. Ninguém fala em “on” porque Toffoli decretou sigilo total do caso.

O caso envolve suspeitas de fraude bilionária na tentativa de venda do Banco Master ao BRB. Para especialistas, o adiamento pode fortalecer a investigação.

Para especialistas, é melhor esperar e garantir que todas as provas estejam consolidadas do que correr o risco de nulidades processuais.