O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) financiou, por 125 dias, a presença de agentes de segurança em Ribeirão Claro (PR), município onde se localiza o Resort Tayayá, empreendimento associado a familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Os deslocamentos ocorreram entre dezembro de 2022 e agosto de 2025 e custaram mais de R$ 548 mil em diárias, segundo documentos oficiais obtidos pelo portal UOL.
Os registros descrevem as viagens como missões para “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro/PR”.
Em cada deslocamento, cerca de 25 agentes foram mobilizados, em um total de 16 operações diferentes.
As datas coincidem com fins de semana, feriados e recessos do Judiciário, o que reforça a percepção de que os serviços foram prestados em períodos de lazer.
O Resort Tayayá foi alvo de uma transação em 2025 entre familiares de Toffoli e o cunhado do dono do Banco Master.
Funcionários do empreendimento afirmaram à reportagem que o ministro continuaria sendo o verdadeiro proprietário, apesar da venda formal.
“É como se Toffoli tivesse passado um de cada sete dias no Tayayá desde 2022”, escreveu a colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, ao analisar o padrão das viagens.
A ausência de detalhamento sobre quais ministros foram atendidos abre espaço para críticas sobre a falta de transparência nos gastos públicos. “Os dados do TRT-2 mostram que o Judiciário arcou com segurança em uma área privada, associada a familiares de um ministro do STF, por mais de quatro meses acumulados”, destacou o UOL.
O Supremo Tribunal Federal e o ministro Dias Toffoli foram procurados, mas não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.




