O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu neste sábado (20) uma advertência ao governo venezuelano, exigindo que a Venezuela aceite o retorno de prisioneiros que, segundo ele, foram forçados a entrar nos EUA. Trump afirmou, por meio de uma publicação em sua plataforma Truth Social, que, caso o governo venezuelano não atenda à solicitação, “o preço que vocês pagarão será incalculável”. O presidente americano não forneceu detalhes sobre os prisioneiros mencionados, exceto para indicar que alguns seriam “pessoas de instituições mentais”.
Além da ameaça relacionada aos prisioneiros, Trump também relatou um ataque militar realizado pelos EUA. Na sexta-feira (19), o presidente anunciou que o Comando Sul dos Estados Unidos havia atacado uma embarcação suspeita de traficar drogas na região do Caribe. De acordo com Trump, a embarcação foi destruída, resultando na morte de três indivíduos, identificados como “narcoterroristas”, que estariam transportando substâncias ilícitas. O governo dos EUA divulgou um vídeo mostrando a embarcação sendo atingida por um projétil e explodindo, embora não tenha revelado mais informações sobre o ataque.
A operação faz parte de um conjunto de ações militares que os EUA têm conduzido na área, com o envio de forças adicionais à região. Cinco aeronaves F-35 foram vistas aterrissando em Porto Rico no sábado, após o envio de dez caças para reforçar a presença militar. Além disso, sete navios de guerra e um submarino de propulsão nuclear dos EUA estão atualmente posicionados no sul do Caribe.
Trump também mencionou um ataque recente no início desta semana, direcionado a uma embarcação ligada a um cartel de drogas venezuelano, no sul do Caribe. O governo de Nicolás Maduro, por sua vez, acusou os EUA de realizar operações para desestabilizar seu regime, enquanto Washington segue acusando o governo venezuelano de envolvimento com o tráfico de drogas.
No mês passado, os Estados Unidos aumentaram a recompensa por informações que levem à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro para US$ 50 milhões, devido às alegações de envolvimento com atividades criminosas. Maduro nega as acusações e classifica as ações dos EUA como uma tentativa de golpe.





