O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que os ataques conduzidos por Washington em parceria com Israel “destruíram praticamente tudo” no Irã e anunciou que uma nova onda de ofensivas ocorrerá em breve. A declaração foi dada no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo Trump, o Irã estaria sem defesa aérea e sem liderança após os bombardeios realizados nas últimas semanas com mísseis e drones. O presidente norte-americano afirmou que as incursões continuarão “pelas próximas semanas” e indicou que novos alvos estratégicos já foram identificados. Ele também mencionou que houve um ataque contra integrantes da nova liderança iraniana, sem detalhar a operação.
Ao justificar a ofensiva, Trump declarou que decidiu agir por considerar que Teerã se preparava para atacar primeiro. “Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes”, disse. O presidente reiterou ainda que considera “tarde demais” para negociações e afirmou que gostaria de ver “alguém de dentro” do regime assumir o comando do país.
A reunião com Merz foi a primeira de Trump com um líder europeu desde o início dos bombardeios. O presidente dos EUA afirmou que a Alemanha tem colaborado ao permitir o desembarque de forças norte-americanas em determinadas áreas, mas ressaltou que não solicitou o envio de tropas alemãs. Além da guerra, questões comerciais também estiveram na pauta do encontro bilateral.
A escalada militar ocorre após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel no fim de semana. O episódio ampliou as tensões internacionais, elevou os preços do petróleo ao maior nível desde 2024 e provocou impactos no transporte aéreo global, enquanto líderes europeus discutem os desdobramentos diplomáticos e estratégicos da crise.




