Donald Trump voltou a exibir seu perfil mais beligerante contra os meios de comunicação. Durante uma entrevista ao veterano programa 60 Minutes, exibida na noite deste domingo, o presidente dos Estados Unidos reagiu com visível irritação e ataques pessoais ao ser questionado sobre as motivações de Cole Tomas Allen, o homem de 31 anos detido após a tentativa de ataque no último sábado.
O momento de maior tensão ocorreu quando a jornalista da rede CBS interrogou o mandatário sobre o conteúdo do manifesto atribuído ao agressor. No texto, Allen justificava suas ações sob a premissa de que não estava mais disposto a permitir que um “pedófilo, estuprador e traidor” manchasse suas mãos. “Eu não sou um pedófilo”, rebateu Trump, elevando o tom de voz para desmentir as acusações do atirador.
Um ataque frontal à imprensa
Fiel à sua retórica de confrontação, o presidente não se limitou a rejeitar o conteúdo do manifesto, mas investiu contra a postura da entrevistadora. Trump acusou a jornalista de buscar deliberadamente o conflito ao citar as palavras do agressor:
“Eu estava esperando você ler isso, porque sabia que leria. Porque vocês são pessoas horríveis, pessoas horríveis”, disparou o presidente diante das câmeras.
Este novo episódio de hostilidade contra a imprensa ocorre em um clima de alta polarização política no país. A estratégia de Trump, longe de buscar a temperança após um incidente violento, consistiu em vitimizar-se diante do que considera uma campanha de desprestígio orquestrada pelas elites mediáticas, transformando o ataque de Allen em um novo campo de batalha dialético.





