A proposta foi feita nesta quarta-feira (9), durante audiência com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Castel Gandolfo — residência papal situada ao sul de Roma.
De acordo com comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o colóquio entre Leão XIV e Zelensky foi “cordial”, e teve como foco principal “o conflito em andamento e a necessidade urgente de uma paz justa e duradoura”.
O Pontífice destacou que “o diálogo é o caminho melhor para pôr fim às hostilidades”, e manifestou profundo pesar pelas vítimas da guerra, renovando suas orações ao povo ucraniano.
Além disso, o Papa incentivou esforços para libertação de prisioneiros e “soluções partilhadas entre as partes”, posicionando a Igreja como mediadora disposta a atuar ativamente na construção de pontes diplomáticas.
Castel Gandolfo
O encontro realizado em Castel Gandolfo carrega peso simbólico — a residência, tradicionalmente usada como refúgio e espaço de reflexão papal, agora se torna palco de propostas concretas para a paz mundial.
Até o momento, Moscou não comentou a oferta do Santo Padre. Zelensky agradeceu pela acolhida e reiterou a busca de seu governo por uma resolução pacífica e “com base em justiça internacional”.
O Vaticano já desempenhou papéis semelhantes em outras crises globais, oferecendo sua estrutura e neutralidade como ponto de diálogo. A proposta de Leão XIV reforça a atuação da Santa Sé como promotora da paz e defensora de soluções negociadas para conflitos armados.





