Em evento com empresários e gestores públicos, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, apresentou o plano Vale 2030, reforçando a aposta da empresa em cobre, briquete verde e hidrogênio. Pimenta participou nesta sexta-feira (27) do Almoço Empresarial LIDE, em São Paulo, onde abordou temas da economia nacional, um panorama da Vale, desafios macroeconômicos e a visão da companhia para o futuro, com foco em segurança, inovação e sustentabilidade.

Vale em transformação: fase atual
Pimenta informou que a Vale está em um momento importante, destacando o processo de reconstrução da empresa após o ocorrido em Brumadinho, em 2019. Houve uma revisão cultural, organizacional e técnica na companhia, que, segundo ele, foi como uma “refundação”.
Entre os avanços, ele mencionou a eliminação de barragens a montante, o uso de tecnologias de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, e a criação de três linhas de defesa para a gestão de risco. O executivo afirmou que o índice de segurança da Vale é referência no setor, com o menor indicador de acidentes na indústria de mineração em padrão mundial.
Acordos e governança
Nos primeiros nove meses como CEO, Pimenta destacou a conclusão do Acordo de Mariana, que envolve R$ 170 bilhões em compensações ambientais. Ele também mencionou a repactuação de ferrovias e a reformulação do Comitê Executivo da Vale.
Geopolítica e o mercado de commodities
Pimenta citou a influência de guerras, tarifas e incertezas geopolíticas nos preços de commodities como ferro e níquel. No entanto, ele manteve uma visão otimista com base na “economia real”, mencionando a demanda na China e em países do Sudeste Asiático.
Vale 2030: metas de baixo carbono
O CEO detalhou os pilares da estratégia Vale 2030, que incluem a meta de aumentar a produção de minério de ferro de 328 para 360 milhões de toneladas por ano. A empresa prioriza a qualidade do minério, afirmando que a indústria precisa de minério de alto teor para descarbonizar a cadeia do aço.
A empresa investe em soluções como o briquete verde e no desenvolvimento de hubs industriais de baixo carbono em regiões com gás natural, como o Oriente Médio. Pimenta também vê um papel para o Brasil, com potencial em hidrogênio verde para uma indústria siderúrgica de baixo carbono.
Cobre e minerais críticos: crescimento
A Vale busca crescimento em minerais críticos para a transição energética, com ênfase no cobre. A empresa anunciou investimentos de até R$ 70 bilhões em Carajás, denominado “Novo Carajás”, para dobrar a produção de cobre nos próximos dez anos. Pimenta ressaltou que o cobre é essencial para a eletrificação.




