A sibutramina, medicamento utilizado no tratamento da obesidade, é vendida no Brasil sob controle rigoroso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A substância só pode ser adquirida com receita médica do tipo B2, de cor azul, destinada a medicamentos psicotrópicos. A prescrição deve ser feita por profissional habilitado, com acompanhamento clínico regular, e a venda é restrita a farmácias credenciadas, que devem manter registro da dispensação.
O princípio ativo, o cloridrato de sibutramina monoidratado, atua como supressor de apetite ao interferir na recaptação de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, promovendo sensação de saciedade.
No Brasil, o medicamento é comercializado por laboratórios como Medley, Eurofarma e Germed, com dosagens de 10 mg e 15 mg, sob nomes como Plenty, Sibus e Sigran.
Apesar da regulamentação, o uso indiscriminado da sibutramina preocupa especialistas. A substância foi banida em países como Estados Unidos, Reino Unido e China, após estudos indicarem aumento no risco de infarto e acidente vascular cerebral. No Brasil, seu uso é permitido apenas com prescrição, mas produtos falsificados e vendidos ilegalmente pela internet têm se multiplicado, atraindo principalmente jovens em busca de emagrecimento rápido.
No Brasil, a Anvisa já determinou a apreensão de produtos irregulares com sibutramina, como o “SIBUTONIC”, que não possuía registro válido. A venda sem receita é considerada crime sanitário, e o uso sem acompanhamento médico pode levar a efeitos colaterais como taquicardia, insônia, irritabilidade e transtornos psiquiátricos.
A popularização de medicamentos para emagrecimento em redes sociais e plataformas digitais tem ampliado o desafio da fiscalização. Especialistas recomendam que o tratamento da obesidade seja feito com orientação médica, combinando mudanças de hábitos alimentares e prática de atividades físicas, evitando soluções rápidas que podem comprometer a saúde.




