A verba de propaganda do governo Lula (PT) destinada ao Google e à Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) superou pela primeira vez, em 2025, o valor em anúncios pagos para as redes de TV SBT e Band, informa o jornal Folha de S. Paulo neste sábado (4).
Segundo o jornal, o novo cenário reflete a decisão da gestão petista de ampliar de cerca de 20% para mais de 30% a fatia de gastos com campanhas publicitárias na internet.
Os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões distribuídos em anúncios pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) e ministérios no último ano. Os dados, ainda parciais, mostram as duas big techs pela primeira vez no topo do ranking da propaganda federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record.
No último ano, o governo usou a verba publicitária para divulgar, entre outras ações, o slogan “Brasil Soberano” e programas como o Gás do Povo e Agora Tem Especialistas. As ações ganham mais relevância em 2026, ano em que Lula disputará a reeleição.
Em 2025, cerca de 34,5% dos recursos de propaganda foram direcionados para divulgação na internet — quase o dobro dos 17,7% registrados em 2022, último ano da gestão Jair Bolsonaro (PL).
A Secom afirma que o reforço da verba para plataformas “reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações”, com aumento do tempo de navegação nas redes. O objetivo, segundo a secretaria, é ampliar o alcance das informações e serviços públicos.
A mudança fez a verba paga ao Google subir de R$ 10,5 milhões em 2023 para ao menos R$ 64,6 milhões no último ano. Para a Meta, o valor passou de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões no mesmo período.
O governo Lula, porém, manteve cerca de 45% dos anúncios em emissoras de TV, percentual próximo ao adotado desde Bolsonaro. No último ano, os canais da Globo receberam cerca de R$ 150 milhões, enquanto a Record teve ao menos R$ 80,5 milhões em anúncios federais.





